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As UBSs do Distrito Federal proporcionam atendimento integral direcionado aos pacientes idosos.

   Unidades básicas de saúde realizam circuitos multissensoriais que fortalecem a autonomia de idosos e reduzem risco de quedas no dia a dia...

  


Unidades básicas de saúde realizam circuitos multissensoriais que fortalecem a autonomia de idosos e reduzem risco de quedas no dia a dia.

Manter a segurança ao caminhar, subir um degrau ou se levantar da cadeira fazem parte dos desafios do envelhecimento. Pequenos desequilíbrios podem gerar acidentes dentro de casa ou na rua, comprometendo a autonomia e a qualidade de vida dos idosos. Em 2025, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência do Distrito Federal (Samu DF) registrou cerca de 17 mil atendimentos relacionados a quedas por escorregão, tropeção ou passos em falso por idosos, um aumento de 10,7% em relação a 2024.

Para reduzir esse cenário, as unidades básicas de saúde (UBSs) promovem circuitos multissensoriais de prevenção de quedas, com metodologias próprias que estimulam força, cognição e equilíbrio de pessoas idosas. Na UBS 1 do Areal, o circuito é realizado toda terça-feira, às 8h, com a participação de 20 idosos, em média. A atividade inclui práticas corporais funcionais, estímulos de atenção e memória. Além disso, os participantes têm acesso a um canal no YouTube, criado pelos próprios profissionais, para que os participantes mantenham a rotina ativa em casa. 

Na UBS 1 do Areal, o cuidado com o paciente idoso vai além da abordagem tradicional, englobando aspectos físicos, emocionais, cognitivos, funcionais e sociais | Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

“O circuito desenvolvido em nossa unidade foi pensado para cuidar da pessoa idosa de forma ampla, considerando aspectos físicos, emocionais, cognitivos, funcionais e sociais. Essa abordagem nos permite planejar atividades mais adequadas à realidade e às necessidades do grupo”, explica a fisioterapeuta e coordenadora da atividade no local, Núbia Passos.

Atendimento integral

Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde. A farmacêutica Tatiana Borges orienta sobre o uso racional de medicamentos e alerta para os riscos de remédios sem prescrição médica que podem interferir no equilíbrio. “Muitos idosos utilizam medicações por indicação informal, como ansiolíticos, sem acompanhamento adequado, o que pode potencializar tonturas, desequilíbrio e risco de fraturas. Por isso, reforçamos sempre o uso correto e seguro”, afirma.

Magali Soares nota melhoras na mobilidade: "Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia"

A alimentação também faz parte do cuidado. A cada encontro, a nutricionista Jesuana Lemos realiza um momento de educação nutricional. “Com o tempo, é comum que os idosos reduzam o consumo de alimentos nutritivos. Por isso, procuramos constantemente desencorajar o consumo de alimentos ultraprocessados com receitas e dicas práticas de alimentação saudável adequada à faixa etária dos participantes”, ressalta.

Há três anos no grupo, a aposentada Magali Soares, 86 anos, percebe mudanças na disposição e na segurança para se movimentar. “Aqui a gente se exercita, convive com pessoas da mesma idade e se sente mais confiante para o dia a dia”, relata.

O grupo é destinado a idosos que têm a UBS 1 do Areal como referência, após avaliação da equipe multiprofissional da unidade. Interessados de outras regiões devem procurar a UBS de referência do seu território para conhecer os grupos disponíveis e as formas de participação. 

Osteoporose

Idosos com diagnóstico de osteoporose têm maior probabilidade de sofrer quedas. A doença óssea é a principal causa de fraturas após os 50 anos e tende a crescer com o envelhecimento da população. A Fundação Internacional de Osteoporose (IOF, na sigla em inglês) estima que uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens acima dessa idade sofrerão fraturas relacionadas à condição.

Além dos exercícios, o grupo trabalha educação em saúde, com orientação sobre uso de medicamentos

“É uma doença silenciosa que não causa dor até que ocorra uma fratura, podendo atingir quadril, coluna e costelas, o que reforça a importância do diagnóstico precoce”, alerta o reumatologista e referência técnica distrital da SES-DF, Rodrigo Aires.

O especialista ressalta que o tratamento envolve medicamentos, suplementação alimentar, exercícios físicos e controle de fatores de risco. “Essas medidas reduzem o risco de fraturas, evitam complicações graves, preservam a autonomia e melhoram a qualidade de vida, desde que haja adesão e mudança de hábitos”, diz.

Em 2024, a rede pública do DF realizou cerca de 27 mil atendimentos em reumatologia. Em casos de suspeita ou diagnóstico de osteoporose, o primeiro atendimento deve ser realizado na UBS, que avalia o paciente e, se necessário, o encaminha para acompanhamento especializado. 

O acesso aos medicamentos ocorre pelo Componente Especializado da Assistência Farmacêutica, pelo Centro Especializado em Saúde da Mulher ou pela farmácia ambulatorial do Hospital de Base, conforme o perfil clínico.

Com informações da Secretaria de Saúde

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