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Oito anos após queda do viaduto do Eixão, gestão Ibaneis direcionou R$ 89 milhões para recuperação estrutural de pontes e viadutos

    Foto: Tony Oliveira/ Agência Brasília O desabamento parcial do viaduto do Eixão Sul, em fevereiro de 2018, na gestão do então governador...

  


O desabamento parcial do viaduto do Eixão Sul, em fevereiro de 2018, na gestão do então governador Rodrigo Rollemberg (PSB) virou um ponto de virada na política de infraestrutura do Distrito Federal.

O episódio, que assustou a capital mas não deixou vítimas, expôs o envelhecimento de estruturas erguidas ainda na fundação de Brasília. Oito anos depois, o governo local transformou aquela crise em linha de ação permanente: desde 2019, foram R$ 89 milhões investidos em recuperação, reforço estrutural e monitoramento de pontes e viadutos.

Na prática, a gestão de Ibaneis Rocha adotou uma estratégia em duas frentes. A primeira foi cuidar do que já existia ,estruturas antigas, muitas sem grandes intervenções desde a inauguração da cidade. A segunda foi ampliar a capacidade viária com novos complexos e obras de desafogo em regiões administrativas. A queda do viaduto deixou de ser apenas um trauma urbano e passou a orientar uma política de prevenção.

No Eixão, símbolo máximo daquele alerta, seis viadutos passaram por recuperação estrutural profunda desde 2019, com investimento de R$ 42,7 milhões. Outros dois seguem em obras. Essa foi a primeira vez, em mais de meio século, que o eixo rodoviário recebeu uma intervenção desse porte.

Durante a execução, as equipes encontraram um cenário mais grave do que o previsto inicialmente. As obras revelaram fissuras abertas, problemas em vigas e longarinas e partes da estrutura em processo de desprendimento. Havia, segundo os engenheiros responsáveis, risco real de colapso , sem como prever exatamente quando ocorreria. O diagnóstico levou à antecipação de escoramentos emergenciais e à revisão completa do projeto.

A solução adotada buscou equilibrar segurança, custo e impacto no trânsito. Técnicos da Novacap estimaram que a construção de um viaduto novo custaria cerca de R$ 30 milhões, enquanto uma reconstrução total ficaria próxima de R$ 28 milhões. A recuperação estrutural, alternativa escolhida, resolveu o problema por aproximadamente R$ 24 milhões e encurtou o tempo de interdição, reduzindo reflexos na mobilidade urbana.

A cronologia dos investimentos mostra uma mudança de postura do governo local. Entre 2019 e 2025, além do Eixão, o plano alcançou obras no Plano Piloto, intervenções na Ponte Honestino Guimarães e ações de monitoramento em outras regiões administrativas. A lógica passou a ser preventiva: identificar fragilidades antes que elas se tornem emergências.

O desabamento de 2018 escancarou a idade da infraestrutura de Brasília. A partir de 2019 consolidou um programa de recuperação contínua que colocou a manutenção estrutural no centro da agenda pública.

Ao transformar um episódio crítico em política permanente, a gestão do governador Ibaneis Rocha passou a associar  segurança viária a investimento constante, não a ações emergenciais.

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