A Universidade D istrital , i n a u gur a da em 2021, contou com a presença do governador Ibaneis Rocha na cerimônia de abertura....
Criada em 2021 para ampliar o acesso ao ensino superior público no Distrito Federal, a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) agora chega a Ceilândia com um novo campus. A unidade, inaugurada nesta segunda-feira (16) pelo governador Ibaneis Rocha, tem capacidade para receber até 3 mil estudantes por turno e expande a presença da instituição da universidade pública distrital na região mais populosa da capital.
“Nós éramos um das poucas unidades da Federação que não tinham uma universidade própria; no caso, a nossa é distrital”, ressaltou o chefe do Executivo. “E nós conseguimos fechar um ciclo aqui dentro do Distrito Federal. Desde as creches — que atendem em tempo integral, das 7h às 17h, todas as nossas crianças —, avançamos muito na questão do ensino fundamental e ensino básico, com reformas de escolas, com entregas de novas unidades escolares. Isso faz com que a educação no Distrito Federal tenha um caminho assegurado até chegar à faculdade. Então, nós estamos aí olhando para todas as fases da educação, para dar qualidade a essas pessoas que vêm aqui para a UnDF, para que elas possam ingressar no mercado de trabalho com capacidade técnica realmente para que isso possa ajudar no crescimento do Distrito Federal.”
O campus conta com salas de aula, biblioteca, laboratórios especializados, auditório, áreas administrativas e estacionamento, estrutura voltada ao desenvolvimento das atividades acadêmicas.
Com a nova unidade, alunos da região passam a contar com uma opção de ensino superior público mais próxima de casa, reduzindo deslocamentos para outras partes do DF. A Região Oeste do Distrito Federal concentra uma das maiores populações do DF e reúne dezenas de milhares de estudantes que concluem o ensino médio todos os anos, ampliando a demanda por vagas no ensino superior público.
“Só no terceiro ano do ensino médio, a gente tem aproximadamente 20 mil a 25 mil estudantes sendo formados todo ano. Desses, em torno de 15 mil a 17 mil não conseguem nenhuma vaga no mercado de trabalho, tampouco uma vaga numa universidade pública. Então, hoje nós temos aqui em uma região que tem mais de 350 mil habitantes, que é a região oeste do Distrito Federal; a oportunidade de, em parceria com outras secretarias, fazer com que os estudantes tenham acesso às políticas educacionais de graduação e de pós-graduação”, pontuou a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck.
Atualmente, a UnDF tem 1.631 estudantes matriculados em 19 cursos de graduação. A instituição registra, em média, 900 ingressantes por ano, por meio de seus processos seletivos, o que tem ampliado a necessidade de novas estruturas acadêmicas. Hoje, os espaços utilizados pela universidade — como o Campus Norte, a unidade da Escola de Governo (Egov) e o campus da Escola Superior de Ciências da Saúde (Escs), usado pela UnDF em Samambaia — operam próximos ao limite da capacidade física, especialmente para salas de aula e laboratórios. Governador Ibaneis Rocha na inauguração do novo campus da UnDF, em Ceilândia.
Expansão
O campus de Ceilândia faz parte da estratégia de expansão da UnDF. A ocupação da estrutura será de forma gradual ao longo dos próximos anos. A previsão é que os primeiros cursos comecem a funcionar no local ainda neste semestre. Entre eles estão enfermagem, letras-português, letras-inglês, atuação cênica, gestão ambiental, dança, psicologia, nutrição, gestão da tecnologia da informação, ciências econômicas e serviço social.
Na fase inicial, a expectativa é receber entre 500 e 600 estudantes, com ampliação prevista nos próximos processos seletivos. Segundo o vice-reitor da universidade, Sérgio Carreira, a escolha de Ceilândia leva em conta tanto a infraestrutura disponível quanto a localização estratégica para estudantes da região oeste do Distrito Federal. “A universidade foi criada com a missão de ser multicampi. Com a chegada a Ceilândia, ampliamos a capacidade de atendimento e aproximamos o ensino superior público de uma região com grande população e forte demanda por vagas”, apontou Carreira.
Universidade
Desde 2021, a UnDF passou por uma estruturação institucional que incluiu a criação da carreira de magistério superior, a realização de concursos para docentes e a organização administrativa e pedagógica da instituição.
No período, a universidade ampliou progressivamente sua oferta acadêmica, passando de dois para 19 cursos de graduação, além de estruturar políticas de permanência estudantil e fortalecer atividades de pesquisa e extensão. “A gente expandiu bastante, porque justamente existia a demanda, e uma demanda que era reprimida. À medida que a gente abre a oportunidade e consegue fazer a universidade ser conhecida, aos poucos eu tenho certeza que a comunidade vai ter com essa universidade pertencimento e vai construir uma identidade que é a identidade do quadradinho, a identidade do Distrito Federal”, arrematou Simone Benck.
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